Bloco Jacaré do Açude Velho

Carnaval acabou, semana do carnaval acabou e o país começa a funcionar :D

Todo campinense sabe que Carnaval aqui é reservado para os encontros religiosos, o que é massa, agrada aqueles que não gostam de farra e é uma forma de começar o ano alimentando seu lado espiritual.

Aos que viajaram pra Olinda, Salvador ou Rio o dia de retornar sempre é a quarta feira de cinzas. E é justamente nesse dia que Campina entra em clima de Carnaval! O Bloco Jacaré do Açude Velho homenageia um dos animais-mito na nossa cidade, o Jacaré que habita nas águas podres no nosso cartão postal, o Açude Velho! :) Recentemente ele andava fazendo aparições para a sociedade e já chegou a ser fotografado por muita gente, mas infelizmente ele foi morto violentamente, com tiros por algum pessoense (brincadeira, alguém que realmente não entende a importância dessa lenda urbana). Fiquei sabendo que o que foi morto era o macho, mas que ainda existem mais 3 fêmeas por lá.. o que dificulta a reprodução do nosso mito :(

Mas vamos falar da festa!!

O bloco se concentrou no CUCA  e saiu para dar voltas no açude por volta do meio dia, mas só deu uma mesmo, pq dá uma volta no açude, ao meio dia, bebendo e dançando… Todo mundo morto. Lembrando que foi feito 1 minuto de silêncio no local onde o Jacaré foi encontrado morto, com direito a marcha fúnebre :D

Lá no Cuca teve local pra deixar recadinhos póstimos pro Jacaré e Cachaça free :D

Em 2011, o bloco reuniu apenas 30 pessoas… Esse ano é notável que o número aumentou e não foi maior  porque muitos ainda não conheciam o bloco! Fica o desejo que ele se torne um símbolo do Carnaval Campinense, afinal é  pra cá que a gente sempre  volta quando precisa de um lar :D

“O Jacaré vai te Pegar”

Quem nunca viu o Jacaré do Açude Velho
Não é coisa de criança, é um papo muito sério
Quem nunca viu o Jacaré do Açude Velho
Na serra de campina,s faz um grande sucesso

Eu já ví e digo a vocês,
O bicho é tão tinhoso que só aparece no fim do mês
Eu já ví e digo a vocês,
Que nesse carnaval o bicho vai aparecer

E lembra o monstro do Lago Ness
Quem vê nunca esquece
Pra conhecer eu fui lá

Pois em Campina não é um mito
Corra que eu grito
O jacaré vai te pegar

Jacaré! Jacaré! Oba!”

Intérprete:Fredi Guimarães e co-autoria de Cândido Freire, com arranjos de metais de Fernando Alves, produção de Renato Raniere e gravado no Estúdio R.

Música na integra: o-jacaré-vai-te-pegar

Até a Dior!

Essa noite me vi apanhando do programa de edição pra acertar finalmente a configuração da imagems de um vídeo que eu fiz recentemente. Tal vídeo nada tem de grande estudo de cores, adequação de texturas e luzes. Mas o que importa é que eu finalmente acertei a tal configuração! E daí?

Daí que hoje eu vi o “novo” comercial do J’adore da Dior onde mais de  1,728.839 de pessoas já tinham assistido. O vídeo foi dirigido por Jean-Jacques Annaud e teve um belíssimo trabalho (bom, eu acredito que sim) de texturas, luz, iluminação e  recortes. Acontece que o vídeo traz de volta atrizes como Grace Kelly, Marlene Dietrich e Marilyn Monroe, e sim, são elas! Nada de  sósias, utilizaram de  cenas reais das atrizes num trabalho PERFEITO de recortes .

E diante desse trabalho todo de concepção visual, o responsável pela conta da Dior colocou o vídeo no youtube em 480p! Ou seja, a qualidade do vídeo ficou uma porcaria, uma vez que o youtube aceita vídeos com FullHD 1080p, o que não é novidade pra ninguém.

Po, Dior! Tô desempregada e de bobeira hein, qualquer coisa, to por aqui.

Séries Americanas

Eu não consigo dormir sem antes assistir um seriado. O Vício começou, claro, com Friends. Quase toda noite era um ritual que começava com The Nanny, depois vinha  Mad About You, Friends e Whose Line is it Anyway, que não era série mas era tão bom quanto! E também tinha Drew Carey Show que era muito, muito leso.

Enfim, fato é que quando eu fazia intercâmbio e assistir televisão por lá era quase como estudar, conheci Family Guy a série americana mais divertida (lê-se: politicamente incorreta) que eu ja tive contato [Desculpa, mas acho que ganha de South Park]. Fiquei tão apaixonada por Peter que no outro dia cheguei na escola contando pra todo mundo que tinha descoberto o melhor “desenho” de todos os tempos e fui debochada por todos pq todo mundo já era fã, menos eu :( hahaha

 

Mas a maior descoberta se deu quando eu aprendi que não precisava ter tv por assinatura nem morar no Canadá pra ter acesso a essas séries, eu podia baixa-las! hahaha Passei por Sex and the city, tenho um caso de amor eterno com House, liguei pro namorado chorando depois de assistir o último episodio de  Six feet Under, assisto Grey’s Anatomy pq já comecei, viciei em Dexter depois de ter odiado-o a primeira vista e até Pretty Little Liars eu já curti (figurinos invejáveis). Agora to na fase de assistir Project Runway e to catando em todos os lugares um servidor que disponibilize The Rachael Zoe Project (THANKS SOPA) :(

E pra que eu escrevi isso tudo?!

Só pra mostrar esse video legal

:D

 

Old is cool

Oi 2012!

Quem aqui lembra a daquela maquineta de cartão de crédito que usava papel carbono pra registrar a compra? Faz tempo né? É normal olharmos para o passado com nostalgia porque vivemos realmente uma época muito boa. Daqui há 10 anos olharemos pros Iphone e sentiremos a mesma nostalgia… Será? A tecnologia veio para facilitar nossas vidas e dela não temos o que reclamar, mas ela é muito rápida, me assusta, e nós acabamos não criando mais aquela afeição por determinado objeto. Lembro-me de um texto onde uma mãe relatou que seus filhos não tinham AQUELE brinquedo favorito porque tinham tantos que não tinham tempo de se apegar a nenhum deles. Acredito que quem tem até 20 anos de idade ainda conseguiu ter seu brinquedo favorito. Meu Lango lango e meu feijãozinho ninguém tirava de mim.

Diante dessa onda de nostalgia estamos vendo muito por aí um culto ao retro, grandes marcas estão apostando em releituras de antigos sucessos que marcaram gerações e tentam conquistar as novas gerações (que devem achar aquilo uma super novidade) A Semp Toshiba fez uma propaganda bem interessante sobre esse “fenômeno”

O fato é que esses dias eu descobri o Museus de Objetos Tecnológicos Obsoletos. É um museu interativo, um canal do Youtube, onde dá conhecer ou reconhecer as funções de vários objetos, como a disquete, o fax, a lâmpada incandescente e a máquina de escrever… Muitos objetos que chegamos a utilizar, outros não.

O mais massa é que nos vídeos aparece o ano de invenção e o ano em que caiu em desuso de cada um. No caso do telefone que girava os números, segundo o museu, caiu em desuso em 1983, mas eu usei um telefone desses até mais ou menos 1998. E a calculadora de bolso que quando a gente virava  de cabeça para baixo, permitia ler textos? :,)

Eu adicionaria nesse museu a maquineta do cartão de crédito ♥,  a lancheira 200o e outras tantas coisas…

Alguém adicionaria mais o que?

Um suspiro em 2012

“Não Adianta, a paz não é suficiente. Já se perguntava Riobaldo: ‘Se a paz é boa? Então como é que ela enjoa?’. Acho que os corajosos e lúcidos devem rezar assim: Senhor, protege-me das prisões do comodismo, da platitude e da estagnação. Dá-me coragem, loucura e tesão para viver sem medo de mim e dos meus sonhos. Dá-me asas e ventos, insônias e angústias, inquietações e algum sofrimento, para que eu possa dizer sim à Vida.

Coragem é a maior das virtudes. É preciso muita coragem para esse viver tão perigoso, principalmente quando o perigo está na acomodação e na segurança. Sim, existe grande risco para a alma quando nos sentimos aprisionados por nossas conquistas, nosso cotidiano tão bem organizado, nossos scripts engessados. É como olhar o oceano por uma pequena janela, ver apenas uma nesga do horizonte, e acreditar que a imensidão está dentro das paredes e não explodindo fora delas. É como traçar voos dentro de gaiolas luxuosas, e tentar se convencer de que o brilho das coisas tangíveis é mais bonito que o das estrelas ermas no céu.

Se, por um lado, queremos tranquilidade, proteção e prosperidade, por outro, queremos plenitude, renovação e vertigem. Somos híbridos, feitos de muitas matérias e vocações: parte, como os minerais e vegetais, que se confundem com a terra e nos fazem assentar, e outra parte, como os sonhos e os deuses, que nos arrancam das nossas vidas previsíveis e nos elevam. Somos alternância entre escassez e abundância, lacuna e transbordamento, assentamento e desassossego. Somos inconstantes, graças à vida!

De repente, sua vida está perfeita como num anúncio de margarina, mas você se sente desmotivada e desperdiçada. É como se a vida de verdade estivesse acontecendo lá longe, e você estivesse à margem, assistindo de camarote, sem dançar. De repente, você chega ‘lá’, mas não está satisfeita. De repente, você se lembra daquele mestrado que você adiou; do ano sabático que você sempre quis tirar; ou simplesmente, tem  uma ideia louca, e pensa: “Por que não?”. De repente, você percebe que sua vida envelheceu ou estagnou, que você até gosta da sua vida, mas sente uma incompletude, uma vontade de gostar dela mais ainda. Não há nada errado com você. Muito pelo contrário. É pura sanidade.

Se a paz é respiro e refrigério, a paixão é movimento e animação. Pode ser paixão por alguém, por uma ideia, um projeto, mas melhor ainda quando é pela própria vida. A paixão pela vida nos dá coragem, nos transforma em quem queremos ser, nos arranca da mediocridade, da mesmice e nos convoca a reescrever novos capítulos.

Acho que os sonhadores e os travidos deveriam rezar assim: ‘Desperta-me, Senhor! Sopra-me palavras inéditas, inspira-me com lampejos e intuições. Tira-me do sério, dos trilhos, da forma. Dá-me sobressaltos e suspiros, desvarios e fome. Dá-me plena posse de mim mesma, para o bem e para o mal.’

O inconformismo é como uma canção interna, que faz você lembrar quem você realmente é; é como um rio, que, mesmo represado, intui o mar. É esse anseio, essa borbulha na alma, que nos faz buscar o novo, o movimento, o entusiasmo; que  nos faz trocar a monotonia das horas e a opacidade do olhar pela aventura das novas escolhas e a ousadia de dar guinadas no caminho.

Gosto de pensar que, quando assumimos chamados, aceitamos desafios, viramos a mesa ou apenas invertemos a ordem das nossas rotinas ou trocamos a cor dos nossos cabelos, estamos dizendo sim à vida, beijando a vida na boca, apaixonadamente. São pequenos ou grandes gestos, mudanças profissionais, rompimentos, ajustes de rota, faxinas, decisões de Ano Novo, quebras de parâmentros, loucuras, alforias. O que você ganha? Brilho no olho,  inteireza da sua alma, delícias e agonias de ser dona da sua vida, e poder recitar Henley com o Nelson Mandela: “Sou o mestre do meu destino, o capitão da minha alma”

Acho que os destemidos e os ávidos deveriam rezar assim: ‘Assombra-me, Senhor! Não permita que eu me afaste do que me identifica, que eu esqueça o que me alegra ou cale o que me traduz. Insufla-me, instiga-me, exige-me ser. Livra-me dos boicotes e adiamentos que eu mesma me imponho. Dá-me paz e paixão, alternadamente, como a chuva e a estiagem – já que uma só existe quando a outra desiste. Faz-me entender que há mais dano no medo de viver que no medo de morrer.’

Cada vez que dizemos sim à vida ou pelo menos, por que não, fazemos girar a roda da fortuna, expandimos nossos limites, reconhecemos-nos nos espelhos da alma e, depois, exaustas e felizes, sorrimos para nós mesmas. Lá estamos nós, inteiras! Inspiradas e apaixonadas, mais uma vez.”

Hilda Lucas

Feliz Ano Novo e, 2011.. me deixa!

Filmes que influênciaram a Moda

Alguém aqui viu que o WGSN (maior portal de tedências do mundo) listou os filmes que vão influenciar a moda em 2012? Eu adoro essas coisas, pq tento entender como um filme que foi feito ha 2, 3 anos atrás pode influenciar uma sociedade “futura” com seu figurino (ou seria ao contrário? Começo achar nesse minuto que eles, em contato com o Boreout de tendências, fazem a concepção do figurino… ENFIM!  (se alguém tiver uma bibliografia pra me indicar, eu agradeceria!)

Mas o que acontece é que eles realmente influenciam e resolvi pesquisar sobre os filmes que influenciaram a moda em 2011 pra gente entender isso na prática.

1. Melancolia – ultra romântico

2. Meia-Noite em Paris – retrô chic

3. A Pele que Habito – androginia

4. Inquietos – Preppy Chic

5. Bravura Indômita – Folk Urbana

Interessante né?

Parahyba Fair Design

Domingo pós-pós era sempre a mesma coisa, acordava tarde , ia sozinha pra piscina,  caprichava no almoço… Era meu dia egoísta, tudo pra mim.

Um desses domingos eu caprichei. Depois da piscina, almocinho e vários episódios de Project Runway entrei no twitter pra vê o que se passava no mundo e vi alguém falando do Parahyba Fair Design, uma feira de produtos de moda feitos por paraibanos. Fiquei bem curiosa e fui dá uma olhada, fiquei mais animada quando soube que acontecia em um dos vários casarões que existem aqui em João Pessoa, o Solar do Conselheiro.

A primeira surpresa foi quando entrei no local e me deparei com uma feirinha de antiguidades que funciona no térreo, quem me conhece sabe que eu adoro coisa “velha”, mas infelizmente minha posição social só me deixa paquerar as peças mesmo… Tudo muito valorizado e com razão!

Como não querer?

Subindo e me encantando com todo o interior do casarão muito bem conservado, cheguei no Parahyba Fair Design. Começando pelo nome, achei bem criativo, mesmo sendo em inglês. É o espaço justo aos que fazem moda [de qualidade] na Paraíba. Independente da minha curiosidade eu fui com uma pitada de preconceito sim.. pensei que precisaria olhar muito pra achar alguma coisa que realmente me interessasse. Pelo contrário! Dei de cara com poucas mesinhas e araras (até porque o espaço é pequeno) de acessórios e roupas de muito bom gosto! De cara levei pra casa dois conjuntos de pulseiras por um preço beem camarada, R$25,00 cada :D

Em um dos espaços encontrei bolsas e sandálias incríveis, tudo feito de algodão colorido (que até pouco tempo era ZZZzzZZZ) e Batique. Também fiquei curiosa pra saber o que era esse tal de Batique e a mulher me explicou que é uma forma manual de pintura sobre o tecido, originário da Indonésia, cobre-se algumas áreas do tecido com cera ou parafina e mergulha-o na tinta, tem um resultado bem interessante.

Achei também camisas masculinas bem parecidas com a que eu tinha achado num brechó lá em São Paulo, tão lindas que eu dei de presente de Natal pro namorado que se empolgou com esse  look que mostrei pra ele! :D

Enfim, post atrasado mas feito pra mostrar que a moda paraibana tá aí, crescendo e se destacando! Tive um orgulhinho de ver ela se organizando em feiras e eventos cada vez maiores e principalmente deixando de lado aquele esteriótipo matuto.

O Parahyba Fair Design teve final de semana passado a sua segunda edição e vida longa! :)

Simbora Paraíba!

Onde Borges Tudo Vê

Conflitos humanos e literatura permeiam o longa-metragem “Onde Borges Tudo Vê”, a mais nova obra do diretor Taciano Valério.

Foto: Wagner Pina

Onde Borges Tudo Vê , foi lento no processo de captação (Fundo de Incentivo a Cultura – Augusto dos Anjos sendo aprovado em 2008) mas foi muito rápido nas gravações e finalização do filme. Lembro-me que gravamos no final de 2010 e a idéia inicial era de um curta metragem. Mas numa tarde de Março de 2011 o Diretor liga pra cada membro da equipe e pergunta: Ta afim de transformar esse curta num longa? Em abril, filmamos a segunda etapa, assino o figurino do filme.

Equipe

Durante as etapas de pré-produção e produção pude ter acesso ao  livro que deu origem ao filme, trata-se de uma livre adaptação do conto homônimo publicado no livro “Fragmentos de um Olhar” lançado em 2002 de autoria do Diretor. Taciano escolheu  atores premiados como Everaldo Pontes (Napoleão), Verônica Cavalcanti (Yara), Fabiano Raposo (Romão) e Paulo Philippe (Vladimir). O filme em seu todo é legitimamente paraibano, tanto no elenco como na equipe de produção e locações filmadas.

Onde Borges Tudo Vê terá seu lançamento nesse sábado lá no Cinema do Shopping e a entrada é franca!

Pelo que eu to vendo, vai ter que ter outras exibições porque vai lotar!! Bora?

 

Liberdade de expressão é um direito de todos.

O facebook deixa qualquer um muito livre pra dizer o que pensa, o que gosta, o que repudia e o que acha engraçado. E assim a gente comenta e gera um diálogo onde sempre é saudável escutar e ser escutado.

O que aconteceu ontem foi que um desses compartilhamentos realmente me irritou. Colocaram a foto de uma pessoa com os seguintes dizerem “Essa pessoa sabe como não se vestir” no qual caracterizo com um ato de imbecilidade. Trata-se da figura de Thiago Roese, estudante de jornalismo e um excêntrico.  Suas roupas são diferentes sim, foge do normal mas o que me espanta é que a própria classe da Moda recrimina o menino como se ele fosse um ET.

 

Thiago

Pergunto a essas mesmas pessoas FASHIONISTAS que o legal da Moda é se vestir igual a todo mundo né? É fazer look do dia pra mostrar que eu tenho uma bolsa Chanel, que já fui em Paris  3 vezes e que consigo usar mix de estampas como ninguém. As mesmas fashionistas provavelmente folheiam a vogue, passeiam por blogs e assistem desfiles só pra ver “o que tá na moda” e não se preocupam em entender o porque de tudo isso, não pensam, não questionam, não tentam entender qual o fenômeno que faz que TODOS usem a mesma coisa em uma determinada época. Falei um pouco sobre isso aqui. Por isso que as pessoas acham a moda fútil, porque essas mesmas pessoas adoram apontar o dedo pra gente como Thiago e diz:  QUE HORRÍVEL! Mas todo mundo acha a Lady Gaga um ícone fashion né? David Bowie também foi um que não sabia se vestir, to errada?

Claro que existem pessoas não que tem o senso estético de unir suas roupas de forma “harmoniosa” e que a gente diz que se veste mal e bla bla bla… (sem falar que a gente não estampa a cara de ninguém numa rede social chamando essa pessoa de brega né?) O caso de Thiago é diferente,  ele uma instalação ambulante, um happening que quando a gente pensa que já viu de tudo, ele vai lá e surpreende. Ele utiliza o corpo para produzir sua própria arte, a arte nada mais de experimentar materiais, formas, cores e conceitos completamente estranhos mas que conservam a autenticidade e a sabedoria da intuição. Arte é tudo aquilo que você pode modificar através do seu conhecimento sobre mundo, as influências que sua cultura exerce sobre você e nela se expressar, resultando num produto. E não sou eu que afirmo isso, é Ariano Suassuna.

Conheci Thiago no JPFW (sim, ele frequenta eventos de Moda) e perguntei pra ele o porque daquela vestimenta. Achei essa entrevista (e esse texto massa) e lá ele diz tudo e um pouco mais do que ele me contou naquela noite. Só não concordo com a frase “as pessoas não veem mais moda como arte, está tudo comercial, e eu não gosto disso”. Primeiro que as pessoas nunca consideraram moda uma arte (apesar de eu discordar) e segundo que a arte pode e DEVE ser comercial, inclusive existem estudos que afirmam que investir no mercado de obras de arte é mais vantajoso do que investir na bolsa de valores. Artista deve sim ser reconhecido pelo seu trabalho, ele também paga contas mas aí já é outra questão no qual não cabe aqui.

Admiro Thiago e com certeza é um objeto de estudo no qual muitos ignorantes fazem questão de ridicularizar.

Sem mais.

João Pessoa Fashion Week

Essa semana que passou, aconteceu aqui em João Pessoa o JPFW. Muito animada, me cadastrei pra cobrir o evento que anunciaram como o “Maior Evento de Moda da Paraíba”.

Me inscrevi para a oficina de Fotografia de Moda com Lucas Freitas. A oficina em si foi muito boa, Lucas é muito determinado ao dizer que é apenas Fotógrafo de Moda e nada mais. Nos mostrou alguns dos seus trabalhos, nos ensinou truques no photoshop e até produziu uma foto com uma modelo. Nós fomos autorizados à fotografar também e experimentar vários ângulos da fotografia.

Essa foi a minha foto sem photoshop, porque tenho preguiça :P

Achei bem interessante ele dizer que as fotografias dele saem da câmera sempre sem empolgação nenhuma, segundo ele, todo o encanto de suas fotos é feito na pós produção. Isso é bem visível em suas fotos mas não tira o seu mérito como fotógrafo não. Ele sabe posicionar uma modelo  e como poucos, sabe brincar com as cores na fotografia.

Foto: Lucas Freitas

A oficina ocorreu no primeiro dia de JPFW (que não teve nada de Week) e a organização deixou muito a desejar. O evento aconteceu na Estação Ciência, espaço espetacular que dispõe de salas multimídia, sala de cinema, auditório etc. Fiquei supresa quando cheguei na oficina e colocaram várias cadeiras e um datashow no espaço de circulação. Ao lado funcionava o camarim das modelos e do outro a sala de produção, ambas separadas por uma parede móvel que btw estava sendo pintada  enquanto que a oficina acontecia. O barulho era irritante e não disponibilizaram um microfone para Lucas, não vou citar os 50 minutos de atraso porque não conseguiam escurecer o local para que ficasse visível a imagem do datashow.

Mais tarde, nos desfiles, mais surpresas desagradáveis.  A passarela! Utilizaram do prédio circular para fazer uma passarela. Quem tava no final não conseguia ver o começo do desfile nem muito menos qual a marca que iria desfilar porque simplesmente penduraram um banner da marca lá no final. Um telão improvisado no meio da passarela passava todos os vídeos de patrocinadores mas não tiveram o trabalho de produzir um vídeo para anunciar a marca que iria desfilar para os muitos que estavam sentados ao final.Preciso comentar da luz azul? Gente, sério. Os fotógrafos amontoados em um espaço minúsculo agradeceram. Organizaram o público para sentar em forma de arquibancada e esqueceram que haveriam desfiles de calçados. O desfile da Capodarte pra quem tava lá atrás foi de vários maiôs pretos com algumas alças de bolsas passeando. Não tive nenhum prazer em ir prestigiar os outros dias, ainda fui no último pra dá uma chance a mais ao evento, sem sucesso. Me restou prestigiar os filmes que seriam exibidos,  como “A edição de Setembro” que para a minha não surpresa, foi cancelado, assim como os outros filmes. Por que?

Passarela + Telão improvisado

Em cada dia desfilaram 3 marcas e a cada fim de desfile o público tinha que se retirar da sala pois a senha dava direito a assistir apenas o desfile daquela determinada marca, o que é estranho pois isso só funciona no SPFW e eventos mais disputados. Mas enfim, o que marcou mesmo essa troca de “públicos” foi o dono da marca seguinte tomar o microfone e mandar grosseiramente o pessoal do desfile anterior a sair da sala, o que gerou um IXIIII coletivo! hahaha

Luz de Boate :P

Não quero jamais diminuir o trabalho dos profissonais envolvidos, eles deram espaço aos estudantes de Moda da Unipê e isso é bem raro. Reconheço o desafio que é organizar um evento como esse mas vejo que em uma cidade onde existem cursos de Moda, esse tipo de erro não deveria acontecer, erros primários. Acredito também que fechar uma única agência de modelos como apoiadora do evento não é uma coisa legal a se fazer, era preciso selecionar as melhores modelos, é pra isso que um casting serve. A Paraíba tem modelos lindas, que desfilam muito bem mas onde a maioria delas estavam? No Moda Recife, evento que tem mais força, mais visibilidade e que acontece todos os anos.  Agendaram o JPFW no mesmo dia do Moda Recife. Na verdade o maior erro do evento foi o local escolhido, a Estação Ciência é linda, tem uma estrutura espetácular mas não pra desfiles “bate e volta”. A arquitetura do prédio não proporciona isso.Pra mim, o melhor desfile foi do CTV que aconteceu no terraço panorâmico, modelos passeavam pelos convidados, com vestidos fluídos que foram favorecidos pelo vento que lá em cima faz. Todas elas entraram ao mesmo tempo para a surpresa de todo mundo.

Desfile CVT - Estação da Moda

Esse foi o primeiro JPFW e claro, não está nem perto de ser perfeito. O próprio SPFW, antigo Phytoervas Fashion, começou assim, pequeno e com muitos erros. Olha só a galera sentada no chão e o produtor lá atrás colocando a cabeça pra autorizar a entrada das modelos.

Vamo seguir em frente e transformar um dia o JPFW no “Maior Evento de Moda da Paraíba”. Até porque o Boulevard Fashion Days foi mais massa hein! hehehe :P

 

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