Hoje ela quer sair só.

Já não sabe sentir-se feliz. Feliz seria uma palavra complicada de definir, talvez satisfeita. Mas satisfeita ela nunca foi, nunca parou, nunca achou que tava tudo bem. Qual graça tem gostar de tudo e todos ao mesmo tempo? É preciso brigar, reclamar e tentar mudar, mesmo que não consiga. O tentar é muito mais prazeroso do que o conseguir, porque ela acredita que todo mundo cresce, amadurece pra poder cair do pé e se espatifar no chão, só que com ela, o fruto volta pro pé pra cair de novo.

O pulso ainda pulsa. Ela olha pra trás e diz: se tudo aquilo não me derrubou porque isso, tão insignificante me faria desanimar? Porque faz falta. Ela ainda reclama, reclama que não da conta, reclama que se tivesse não queria, reclama que é demais e também reclama que não tem o suficiente. Só não entende.

Um alento, descanso, sorrisos e principalmente um apoio. Ter pra quem correr quando tudo parece desabar, isso ela não tem, nunca teve e acha que nunca terá. É boazinha demais e perversa demais, as duas coisas ao mesmo tempo é impossível e as duas coisas ao mesmo tempo a danifica porque só sabe ser 100% de um ou de outro. Suas costas não são corcundas porque é grande demais. Neles ela leva todo o peso de ser o que as pessoas acham que ela é e o que ela queria ser. Porque o que ela realmente é, não pesa nada. Nada.

Ah!
Mas que sujeito chato sou eu
Que não acha nada engraçado
Macaco, praia, carro
Jornal, tobogã
Eu acho tudo isso um saco…

é a vida…

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